sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Raquialgias



As raquialgias consistem em dores na coluna vertebral. São as queixas reumáticas mais frequentes e um dos principais motivos de incapacidade antes dos 45 anos de idade. Podem ser de causa degenerativa, infecciosa, inflamatória, metabólica ou neoplásica. Os segmentos cervical e lombar são normalmente os mais afectados.

  • A cervicalgia deve-se, na maioria dos casos, à deterioração degenerativa ou à alteração funcional das estruturas musculoligamentares.
  • A lombalgia, que é um grave problema de saúde pública por afectar uma parte da população activa, é um sintoma e não uma doença.
Quais são as causas da lombalgia?
As causas da lombalgia são múltiplas e apenas parcialmente conhecidas. Isto é, o mesmo sintoma - a dor - pode resultar de diferentes situações fisiopatológicas.
A lombalgia pode ser aguda ou crónica, consoante persista por menos ou mais de três meses.
Quais são os principais factores de risco?
A lombalgia é um sintoma frequente na população em geral, estimando-se que entre 60 a 80 por cento da população seja afectada por uma crise no decorrer da vida.
Os principais factores de risco são:

  • Idade superior a 45 anos;
  • Sexo feminino;
  • Tabagismo;
  • Alcoolismo;
  • Profissões que exigem esforços físicos importantes ou posturas prolongadas com a coluna em flexão e/ou rotação;
  • Factores psicológicos.
Qual é o tratamento adequado?
Não existe uma estratégia terapêutica eficaz para todas as formas de lombalgia. O tratamento depende de ser aguda ou crónica, da presença ou da ausência de radiculalgia (dor com origem nas raízes dos nervos), da origem da dor (discal, interapofisária posterior ou musculo-tendinosa) e do contexto socioprofissional e psicológico do doente.
Nas lombalgias agudas, e excluídos os casos de cirurgia, o tratamento tem por objectivo aliviar a dor e pode incluir:

  • Repouso de curta duração;
  • Analgésicos;
  • Anti-inflamatórios não esteróides (AINE);
  • Miorrelaxantes em caso de contractura (contracção permanente e involuntária de um músculo).
NOME: Ana Carolina

Síndroma da Imunodeficiência Adquirida : SIDA ou AIDS


A sida (Síndroma da Imunodeficiência Adquirida) é uma doença não hereditária causada pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH ou HIV - na língua inglesa) que enfraquece o sistema imunitário do nosso organismo, destruindo a nossa capacidade de defesa em relação a muitas doenças.
O doente infectado pelo VIH vai ficando progressivamente fragilizado e pode contrair várias doenças que o podem conduzir à morte. Estas doenças são designadas por “oportunistas”, uma vez que, por norma, não atacam as pessoas com um sistema imunitário saudável.
Quais são as formas de transmissão do VIH?
A transmissão sexual é a principal forma de transmissão em todo o mundo. As secreções sexuais de uma pessoa infectada podem, com grande probabilidade, transmitir o VIH sempre que exista uma relação sexual com penetração – anal, vaginal ou oral – sem preservativo. O risco associado ao sexo oral aumenta quando se verificam algumas infecções, nomeadamente úlceras bocais, gengivas inflamadas, garganta irritada ou gengivas a sangrar após escovagem ou utilização do fio dentário.
Outra via de transmissão é o contacto com sangue infectado, pelo que a partilha de seringas, agulhas, escova de dentes, lâminas de barbear e/ou material cortante com a pessoa infectada pelo VIH constitui risco de transmissão. Os utensílios e objectos mencionados, depois de utilizados, devem ser colocados em contentores rígidos com abertura e tampa (pode obtê-los nos centros de saúde) ou, então, em garrafas de água ou sumo vazias, de material rígido e grosso, que também são excelentes para este fim. Embora represente um risco menor, não devem ser partilhados objectos cortantes onde exista sangue de uma pessoa infectada. É o caso, por exemplo, dos piercings, instrumentos de tatuagem e de furar as orelhas e alguns utensílios de manicura.
Da mãe para o filho durante a gravidez, parto e/ou amamentação. Se a mãe estiver infectada pode transmitir a infecção ao bebé durante a gravidez, através do seu próprio sangue, ou durante o parto, através do sangue ou secreções vaginais. Há ainda o risco de contágio durante o período de aleitamento. Sempre que haja alternativas à amamentação, esta deve ser evitada.
Da saúde da futura mãe dependerá a saúde da criança. Assim, é muito importante que, antes e durante a gravidez, a mulher seja acompanhada regularmente pelo seu médico assistente. Todas as mulheres grávidas têm direito a usufruir do Serviço Nacional de Saúde, onde os serviços de vigilância materna são prestados gratuitamente.
Quando a mãe é seropositiva, as terapêuticas anti-retrovíricas, ministradas durante a gravidez, permitem a redução do risco do seu bebé nascer infectado.
Como não se transmite o VIH?


  • Através do ar, alimentos, água, picadas de insectos e outros animais, louça, talheres, sanitas ou qualquer outro meio que não envolva sangue, esperma, fluidos vaginais ou leite materno;


  • Através da urina, suor, lágrimas, fezes, saliva, secreções nasais ou vómitos, desde que estes não tenham sangue misturado;


  • Através de contactos sociais, como o beijo na face, um abraço ou um aperto de mão.

Quais são as pessoas potencialmente mais vulneráveis?


  • As pessoas sexualmente activas que têm relações sexuais não protegidas.Os jovens, por terem relações espontâneas e apreciarem as frequentes mudanças de parceiros, são o grupo mais vulnerável, excepto se procurarem manter relações sexuais protegidas (preservativo) desde o início da relação.
    As drogas injectáveis são utilizadas sobretudo por esta faixa etária e, no trocar de seringas e agulhas, pode estar também o perigo de contaminação.


  • A propagação do VIH junto das pessoas que se prostituem e indivíduos que recorrem ao sexo pago também é preocupante. Trata-se de uma população com grande mobilidade, sobretudo imigrante e, muitas vezes, em situação irregular no país. A presença de problemas de toxicodependência também é comum.
    Há ainda a considerar o receio da discriminação por parte dos profissionais de saúde que, com frequência, não estão preparados para lidar com populações com estilos de vida considerados socialmente desajustados, dificultando assim o acesso das prostitutas e prostitutos aos centros de saúde.


  • As populações móveis, por exemplo, camionistas de longo curso, trabalhadores sazonais, operários da construção civil e militares, podem adoptar comportamentos de risco, fruto da vulnerabilidade psíquica e económica provocada por prolongadas e frequentes ausências do seu meio.


  • Os utilizadores de drogas injectáveis.


  • A população prisional também está amplamente infectada.


  • Minorias e migrantes.


  • A epidemia da sida já mostrou que todos têm de se prevenir: homens, mulheres, casados ou solteiros, jovens e idosos, todos, independentemente da cor, raça, situação económica ou orientação sexual.

Quem deve fazer o teste diagnóstico do VIH?
Todos devem fazer o teste.
É importante fazer o teste de diagnóstico sempre que se tem dúvidas sobre a possibilidade de estar infectado pelo VIH ou se pensa engravidar e se:


  • Manteve relações sexuais sem preservativo;


  • Houve partilha de seringas, agulhas ou outro material na injecção de drogas;


  • Fez uma tatuagem ou um piercing e o material não estava devidamente desinfectado;


  • Teve contacto directo com o sangue de outra pessoa;


  • Pensa engravidar ou se está grávida.
    Como se trata a sida?
    Em Portugal, a terapêutica anti-retrovírica é universal, gratuita e de distribuição hospitalar.
    Quais são as doenças mais frequentes num doente com sida?
    A tuberculose é uma das doenças infecciosas mais frequentes em Portugal e, em muitos casos, afecta a pessoa infectada com VIH. É uma doença contagiosa, pode infectar outras pessoas, mas existe tratamento. É um tratamento longo, mas os medicamentos são gratuitos e distribuídos no Centro de Doenças Pneumológicas da sua área de residência.
    Dado que a bactéria da tuberculose pode desenvolver resistência aos medicamentos e estes deixarem de fazer efeito, é importante que não falhe nem interrompa o tratamento.
    A sida tem cura?
    A sida caracteriza-se por uma quebra do sistema imunitário do organismo e, por este motivo, as infecções de ordem geral não podem ser combatidas eficazmente. Actualmente, a cura não é possível. A única medida eficaz para combatê-la, presentemente, é a prevenção.

    Nome: Ana Carolina

Impingem

Doença contagiosa da pele, causada por micróbios e bactérias que criam pequenas bolhas contendo um líquido claro que adquire consistência purulenta um dia após surgirem.  A seguir a bolha seca e ganha uma crosta amarelada que se desprende facilmente da pele.
O contágio se dá diretamente de uma pessoa para outra ou através de objetos de uso comum. Não coçar reduz o grau de contágio da doença.
Para evitar sua propagação é necessário que o paciente não compartilhe toalhas, roupas, lençóis ou qualquer objeto de uso pessoal.
Nome: Ana Carolina

Sepse

A sepse é um conjunto de manifestações graves em todo o organismo produzidas por uma infecção. A sepse era conhecida antigamente como septicemia ou infecção no sangue. Hoje é mais conhecida como infecção generalizada.
Atualmente a sepse é a principal causa de morte nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e uma das principais causas de mortalidade hospitalar tardia, superando o infarto do miocárdio e o câncer. Tem alta mortalidade no país, chegando a 65% dos casos, enquanto a média mundial está em torno de 30-40%. Segundo um levantamento feito pelo estudo mundial conhecido como Progress, a mortalidade da sepse no Brasil é maior que a de países como a Índia e a Argentina.

Causas da sepse

O ponto fundamental que dá origem a sepse é a infecção por um microrganismo. Mas na verdade, não é a infecção que está em todos os locais do organismo. Por vezes, a infecção pode estar localizada em apenas um órgão, mas provoca em todo o organismo uma resposta para combater o microrganismo causador da infecção.
Esta resposta é uma inflamação que pode vir a comprometer o funcionamento de vários órgãos. Esse quadro é conhecido como disfunção ou falência de múltiplos órgãos, sendo bastante grave e potencialmente mortal.

Fatores de risco para sepse

Algumas pessoas têm maior chance de serem vítimas da sepse:
  • Prematuros, crianças abaixo de 1 ano;
  • Idosos acima de 65 anos;
  • Portadores de imunodeficiência: câncer, quimioterapia, uso de corticóide, doenças crônicas e AIDS;
  • Usuários de álcool e droga;
  • Vítimas de traumatismos, queimaduras, acidentes automobilísticos e ferimentos à bala;
  • Pacientes hospitalizados que utilizam antibióticos, cateteres ou sondas.

Diagnóstico da sepse

O diagnóstico da sepse é realizado pelo médico levando em consideração sinais e sintomas como:
  • Taquicardia: aumento dos batimentos cardíacos (acima de 90 por minuto);
  • Febre: aumento da temperatura acima de 38˚C (considere também hipotermia: queda abaixo de 36˚C);
  • Taquipnéia: aumento da respiração (acima de 20 por minuto);
  • Falta de ar;
  • Diminuição da quantidade de urina;
  • Pressão baixa;
  • Confusão mental.
E complementados por exames laboratoriais como:
  • Hemograma;
  • Hemocultura: investigação de microrganismos no sangue;
  • Dosagem de lactato.

Sepse

A sepse é um conjunto de manifestações graves em todo o organismo produzidas por uma infecção. A sepse era conhecida antigamente como septicemia ou infecção no sangue. Hoje é mais conhecida como infecção generalizada.

Tudo sobre sepse

  • Causas
  • Fatores de risco
  • Diagnóstico
  • Tratamento
Atualmente a sepse é a principal causa de morte nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e uma das principais causas de mortalidade hospitalar tardia, superando o infarto do miocárdio e o câncer. Tem alta mortalidade no país, chegando a 65% dos casos, enquanto a média mundial está em torno de 30-40%. Segundo um levantamento feito pelo estudo mundial conhecido como Progress, a mortalidade da sepse no Brasil é maior que a de países como a Índia e a Argentina.

Causas da sepse

O ponto fundamental que dá origem a sepse é a infecção por um microrganismo. Mas na verdade, não é a infecção que está em todos os locais do organismo. Por vezes, a infecção pode estar localizada em apenas um órgão, mas provoca em todo o organismo uma resposta para combater o microrganismo causador da infecção.
Esta resposta é uma inflamação que pode vir a comprometer o funcionamento de vários órgãos. Esse quadro é conhecido como disfunção ou falência de múltiplos órgãos, sendo bastante grave e potencialmente mortal.

Fatores de risco para sepse

Algumas pessoas têm maior chance de serem vítimas da sepse:
  • Prematuros, crianças abaixo de 1 ano;
  • Idosos acima de 65 anos;
  • Portadores de imunodeficiência: câncer, quimioterapia, uso de corticóide, doenças crônicas e AIDS;
  • Usuários de álcool e droga;
  • Vítimas de traumatismos, queimaduras, acidentes automobilísticos e ferimentos à bala;
  • Pacientes hospitalizados que utilizam antibióticos, cateteres ou sondas.

Diagnóstico da sepse

O diagnóstico da sepse é realizado pelo médico levando em consideração sinais e sintomas como:
  • Taquicardia: aumento dos batimentos cardíacos (acima de 90 por minuto);
  • Febre: aumento da temperatura acima de 38˚C (considere também hipotermia: queda abaixo de 36˚C);
  • Taquipnéia: aumento da respiração (acima de 20 por minuto);
  • Falta de ar;
  • Diminuição da quantidade de urina;
  • Pressão baixa;
  • Confusão mental.
E complementados por exames laboratoriais como:
  • Hemograma;
  • Hemocultura: investigação de microrganismos no sangue;
  • Dosagem de lactato.

Tratamento da sepse

O tratamento da sepse envolve uma séria de medidas e procedimentos médicos, tendo como ponto fundamental o diagnóstico correto e o mais precoce possível.
As medidas envolvem:
  • Tratamento com antibióticos que visam combater a infecção;
  • Reposição de líquidos e eletrólitos perdidos pelo corpo;
  • Restauração e manutenção da pressão arterial
Nome: Ana Carolina

Cárie Dentária


Degeneração dos tecidos duros do dente, que amolecem, desagregam-se e perfuram-se progressivamente. Essa afecção, cada vez mais difundida, resulta da ação simultânea de diversos fatores, denominados cariógenos. Os micróbios, que vivem normalmente na boca (flora bucal), misturam-se com a saliva e os alimentos para formar uma espécie de revestimento, que adere à superfície dos dentes, sob forma de placas, ao nível das quais os micróbios (sobretudo o lactobacilo acidófilo) transformam os açúcares dos alimentos em detritos ácidos (sobretudo em ácido lático). Estes destroem o esmalte protetor dos dentes e cavam minúsculas brechas, nas quais se acumulam os detritos alimentares, misturados com a saliva e os micróbios, sobretudo os estreptococos. A destruição tissular assim provocada progride cada vez mais através da dentina, para atingir os vasos e nervos da polpa. Devemos, entretanto, observar que certos pontos desse mecanismo ainda permanecem obscuros e que existem numerosos fatores que favorecem a cárie, como a má higiene da boca, alimentação muito rica em açúcares (abuso de doces, guloseimas, refrescos, etc.) ou em calorias, mas pobre em vitaminas e sais minerais, portanto, alimentação desequilibrada.
Alteração do estado geral e, sem dúvida alguma, o terreno hereditário, podem igualmente ser levados em consideração. O papel exato desses diferentes fatores e o mecanismo de suas interações ainda são mal conhecidos. Todos esses fatores cariógenos só atuam geralmente vários meses ou vários anos mais tarde. Os primeiros sintomas da cárie dentária sempre passam despercebidos, pois são assintomáticos; só um dentista é capaz de descobri-los a tempo por meio de instrumentos apropriados. Na fase em que aparece a mancha escura, a cárie já se acha bastante adiantada e, por falta de tratamento, uma cavidade começa a formar-se, a qual apresenta o risco de infecção e transformação em abscesso dentário. A dor é um sintoma bastante tardio, que aparece quando a destruição atinge as terminações nervosas do dente e as expõe às agressões exteriores, sensibilizando para o frio (sorvetes), o açúcar (doces), as fermentações bucais, etc. A inflamação causa sofrimento constante e muitas vezes agudo. A pressão é dolorosa sobre o ponto da cárie, mas provoca poucas reações no próprio dente.
A infecção, porém, causa dor intolerável, que aumenta violentamente à mais leve pressão sobre o dente ou mesmo sobre as regiões vizinhas.

           Para evitar a cárie, deve-se cuidar cedo, mesmo antes de seu aparecimento. Com efeito, os dentes de leite (bem como todo o esqueleto) da criança começam a calcificar-se durante a vida fetal, onde a alimentação da futura mãe deve conter cálcio em quantidade suficiente, sob forma de leite ou de produtos derivados, como o iogurte, o queijo, etc. ou complemento medicamentoso. Após o nascimento, o leite materno, preferível à alimentação artificial, garante à criança dentição sólida, que deverá ser mantida graças a uma higiene alimentar e buco-dentária escrupulosamente observada, com mastigação de alimentos sólidos a partir do décimo primeiro mês, alimentação sadia e equilibrada, redução da ingestão de doces, etc. Não se deve dar nunca doces a uma criança que ainda não é capaz de escovar os dentes. Proibir a ingestão de doces ou os refrigerantes antes de deitar-se, quando a última bebida do dia deve ser um copo de água pura ou, no máximo, um suco de frutas. Escovar os dentes após cada refeição impede a formação das placas dentárias bem como o acúmulo dos açúcares fermentáveis nos interstícios dos molares e entre os dentes, o que diminui consideravelmente a produção de resíduos ácidos pelos micróbios da flora bucal. Essa produção também é diminuída pelo flúor. Entretanto, essa substância cário-protetora (que protege os dentes contra a cárie) não deve ser adicionada à alimentação ou tomada sob forma de produtos farmacêuticos fora do controle médico, pois a dosagem excessiva pode causar intoxicação crônica. Em compensação, os dentifrícios fluorados parecem inofensivos, mas também menos eficazes. A fluoração da água encanada parece dar melhores resultados, mas a longo prazo, reduzindo a freqüência da cárie dentária. Além dessas medidas preventivas, convém levar a criança ao dentista periodicamente, evitando, é claro, tornar essas visitas motivo de pânico. A cárie dentária deve ser evitada com insistência e se ocorrer, tratada o mais cedo possível, quando o tratamento será menos desagradável e mais eficaz. Consiste em limpar o ponto de cárie por meio de uma broca. A cavidade da cárie é em seguida fechada por meio de massa provisória, depois definitiva (amálgama de prata, ouro, porcelana, etc.), a que se denomina obturação. Se o dentista tiver razões para supor que o tratamento vai ser penoso, aplicará anestesia local ou loco-regional. Finalmente, devemos acrescentar que as recidivas são sempre possíveis, mesmo após cuidadosa obturação. Na maioria dos casos, essa recaída é culpa do próprio paciente que continua a transgredir as regras de higiene alimentar e buco-dentária. Se a cárie estiver muito avançada, o dente torna-se irrecuperável e o dentista é obrigado a arrancá-lo.

Nome: Ana Carolina

Herpes Labial



O herpes simples é uma doença infecto-contagiosa causada por um vírus chamado Herpes hominis virus. Existem dois tipos de vírus do herpes simples: o tipo 1 e o tipo 2. Geralmente, o tipo 1 é responsável pelos casos de herpes labial, e o tipo 2, pelo herpes genital.
Como acontece a transmissão do vírus?
A infecção pelo herpes se dá através do contato direto com lesões infectadas pelo vírus. Esse primeiro contato se dá, invariavelmente, durante a infância. A situação mais comum de contágio é aquela em que algum dos pais (ou parentes próximos) é portador do vírus, apresenta as lesões em lábio e entra em contato direto com a pele da criança.

O que acontece depois que a criança se contamina?
Após o contato com as lesões, a pessoa passa por uma fase de incubação do vírus, que dura em torno de 10 dias. Após esse período, algumas crianças podem apresentar a primo-infecção herpética ou estomatite herpética primária. Essa fase é marcada por manifestações clínicas, como febre, mal estar geral, irritabilidade, cefaléia, perda de apetite e linfadenopatia. A seguir, podem surgir bolhas na boca, nos lábios e na pele em torno dos lábios. Logo as bolhas se rompem, formando úlceras extremamente dolorosas e sangrantes. O quadro clínico tem resolução espontânea em cerca de 15 dias. Apesar da severidade da manifestação primária do herpes, apenas 1% dos pacientes que são infectados pelo vírus desenvolvem a doença clínica: 99%, apesar de infectados, não apresentam sinais ou sintomas clínicos.

Mas não são os adultos que apresentam a doença com mais freqüência?
Sim. Na verdade, são poucas as crianças que apresentam as lesões em pele ou boca. Após o contágio inicial (tendo ou não apresentado as manifestações clínicas), o vírus fica “dormente” dentro do organismo e só volta a apresentar manifestações clínicas a partir da adolescência. As manifestações clínicas que acontecem na fase adulta ocorrem pela reativação do vírus que estava “dormente” e estão, geralmente, ligadas à queda de imunidade.

Quais as causas da reativação do vírus?
Alguns fatores desencadeantes comuns são: febre, exposição ao sol, distúrbios gastrointestinais, trauma mecânico, estresse e períodos menstruais.

Como são as lesões recorrentes?
As manifestações secundárias não são tão graves como as da primo-infecção. As lesões restringem-se, na maioria dos casos, à região perioral ou perinasal, aparecendo na forma de pequenas bolhas que estouram e são recobertas por uma crosta durante o processo de cicatrização. O curso clínico da estomatite herpética secundária finda em torno de 8 dias.

Existe cura para o herpes?
Não, mas existe tratamento. O tratamento visa diminuir a freqüência com que os episódios ocorrem. Atualmente, os tratamentos envolvem drogas como o aciclovir, empregadas de forma local e sistêmica, e aplicações de laser de baixa intensidade.


Nome: Ana Carolina

Púrpura


Nomes alternativos:

manchas de sangue, hemorragias cutâneas

Definição:

Colorações cutâneas de cor púrpura, produzidas por vasos sangüíneos com pequenos sangramentos próximos à superfície da pele. A púrpura também pode ocorrer nas membranas mucosas (como o revestimento da boca), assim como em órgãos internos.

Considerações gerais:

A púrpura em si é apenas um sinal de outras causas subjacentes de sangramento.
Quando as manchas de púrpura são muito pequenas, são denominadas petéquias. As manchas grandes são chamadas de equimoses.
A púrpura pode ocorrer tanto em indivíduos com contagens normais de plaquetas (púrpuras não- trombocitopênicas) quanto em indivíduos com contagens diminuídas de plaquetas (púrpuras trombocitopênicas). As plaquetas ajudam a manter a integridade do revestimento capilar e são importantes no processo de coagulação.

Causas comuns:

As condições que causam a púrpura são agrupadas em duas categorias: não- trombocitopênicas e trombocitopênicas.
PÚRPURAS NÃO-TROMBOCITOPÊNICAS
  • alterações da pressão associadas com o parto vaginal
  • púrpura de Henoch-Schonlein (púrpura anafilactóide)
  • citomegalovírus congênito
  • síndrome de rubéola congênita (alterações que podem ocorrer no bebê quando uma mulher grávida tem rubéola)
  • disfunção das plaquetas induzida por drogas (algumas drogas podem afetar a ação das plaquetas)
  • púrpura senil (os vasos sangüíneos se tornam mais frágeis à medida que a pessoa envelhece)
PÚRPURAS TROMBOCITOPÊNICAS
  • púrpura trombocitopênica idiopática (PTI)
  • trombocitopenia imune neonatal (um distúrbio que pode ocorrer em bebês cujas mães sofrem de PTI)
  • consumo de plaquetas em hemangioma cavernoso
  • trombocitopenia induzida por drogas (algumas drogas podem evitar a formação de plaquetas)
  • meningococemia (uma infecção causada pela bactéria meningococcus)
Obs.: Este problema pode ter outras causas. A lista não menciona todas elas, nem as cita em ordem de probabilidade. As causas desse sintoma podem incluir doenças pouco comuns e medicamentos. Além disso, as causas variam conforme a idade e sexo da pessoa afetada e os seguintes aspectos específicos dos sintomas: características, evolução, fatores agravantes, fatores atenuantes e queixas associadas. Utilize a opção Sintomas para explorar as explicações possíveis para a ocorrência deste distúrbio, seja isolado ou combinado com outros problemas. 

Nome: Ana Carolina